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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Setembro: mês da Bíblia e da IV Jornada Franciscana da Fraternidade Utopia

    No Brasil, comemoramos setembro como o mês da Bíblia. A origem dessa celebração data de 1971, segundo fontes, em razão de, no dia 30 deste mês, ser comemorada a festa de São Jerônimo, o qual foi um grande "biblista", quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, a língua utilizada na liturgia da Igreja Católica. Há ainda  quem diga que tal comemoração se deu por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, em Minas Gerais.


    Em continuidade a esta história, a Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu, em 2012, que nos quatro anos consecutivos seriam estudados os Evangelhos: Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015. Cada Evangelho é lido na perspectiva da formação e do seguimento, destacando o que é específico de cada evangelista, bem como levando em conta as necessidades e interesses da comunidade. 
    O desejo de conhecimento e de vivência da Palavra fez surgir, com muito sucesso, a prática da leitura e reflexão da Bíblia nas famílias, nos círculos bíblicos, em grupos de oração e fraternidades religiosas. O tema proposto para o mês da Bíblia desse ano é: "Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Mateus". E o lema é: "Ide, fazei discípulos e ensinai" (Mt 28, 19-20). 
  Tal temática veio ao encontro da escolhida para ser trabalhada na IV Jornada Franciscana, organizada pela Fraternidade Utopia de Santa Maria/RS, qual seja: "Eis-me aqui, Senhor!", cujo lema foi "Nosso coração arde quando ele fala, explica as Escrituras e parte o pão."
    O encontro foi realizado nos dias 5, 6 e 7 deste mês, contando com a presença de 21 participantes, os quais discutiram temas como: a importância do retiro espiritual e do silêncio para o melhor aproveitamento de cada momento; experiências em Fraternidade; contato com a natureza, dentre outros. Houve, ainda, momentos fortes de reflexões sobre Maria: Mãe de Deus e da Igreja; acerca da Teologia do Evangelho; as importâncias da família, da confissão, da aproximação com Deus, por meio dos ensinamentos de São Francisco de Assis, Santa Clara e Santa Rosa e, por fim, dinâmicas como recordação da Campanha da Fraternidade de 2014, cujo tema foi "Fraternidade e Tráfico Humano".


    Momentos como esse são importantes para fortalecer nossa fé, pois muitas vezes é necessário que deixemos nossas preocupações diárias para voltar nosso pensamento ao Senhor. Retiro significa sair do seu lugar de convívio, afastar-se; deixar suas atividades para buscar uma reflexão aprofundada sobre os ensinamentos de Jesus Cristo, a fim de possibilitar um encontro mais profundo com Deus (Mt 6, 5-8).


    É importante mencionar que, conforme a Sagrada Escritura, o próprio Jesus Cristo também sentiu necessidade de retirar-se e convidava seus apóstolos e seguidores para também fazê-lo:

"Venham vocês também para um lugar deserto e descansem um pouco." (Mc 6, 31)

"Partiram na barca para um lugar solitário, à parte." (Mc 6, 32)

"Retirou-se para um região vizinha do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ali se detinha com seus discípulos." (Jo 11, 54)
"Num daqueles dias, Ele subiu com os seus discípulos a uma barca. Disse Ele: Passemos à outra margem do lago. E eles partiram." (Lc 8, 22)
"A hora já estava bem avançada quando se achagaram a Ele os seus discípulos e disseram: Este lugar é deserto, e já é tarde." (Mc 6, 35)
"Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar." (Lc 5, 16)

    A Bíblia - Palavra de Deus - foi o instrumento utilizado para a realização da IV Jornada Franciscana, pois é o fruto da comunicação entre Deus que se revela e aquele que acolhe e responde à Sua revelação. por isso é um meio de evangelização, composta por histórias do Povo de Deus, que teve o dom de interpretar sua realidade à luz da presença do Pau e compreender que a vida é um projeto de amor que parte dEle e volta para Ele. 

Larissa Oliveira Sudário Diniz
Assessora de Formação da Fraternidade Utopia
Santa Maria/RS.

domingo, 29 de setembro de 2013

Setembro: um mês especial


Na linda história de São Francisco de Assis, acontece o encontro com a Palavra de Deus, de modo especial, quando na prisão encontra a Bíblia. A Bíblia lhe dá força e sustento.
A Palavra de Deus nos nutre e conduz durante a nossa vida. Deus nos encanta pelo fato de termos contato com a Boa Nova. É preciso buscar inspiração na Palavra de Deus para depois fazermos um ato concreto.
As palavras de Jesus Cristo no Evangelho nos inspiram um sentido da vida, nos revela o seu imenso amor por cada um de nós e nos sustenta nas horas boas e difíceis da nossa vida.
Não somos nós (seres humanos) o centro da nossa vida mas, a Santíssima Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo). E no contato com Jesus se damos conta que “dar a vida pelos amigos é a maior prova de amor” (Jo 15, 13).
Também, neste mês somos convidados a reavivarmos a Leitura Orante da Bíblia. Mas, como fazer a Leitura Orante da Bíblia?
Começamos com um ambiente apropriado para meditarmos a Palavra de Deus. Após de um instante de silêncio, fazemos a invocação do Espírito Santo (canto ou oração).
O primeiro passo da Leitura Orante da Bíblia é fazer a leitura lenta e atenta da Palavra de Deus. E após, repetir uma frase ou palavra que chama atenção. Também, observar os acontecimentos, os personagens e todo contexto histórico da passagem Bíblica.
O segundo passo é a meditação. Neste momento, queremos atualizar a Palavra de Deus, ou seja, O que o texto diz para mim nos dias de hoje?
O terceiro passo é a Oração, ou seja, o que texto Bíblico me faz dizer? Formular preces de perdão ou louvor ou agradecimento. O quarto passo é a contemplação, ou seja, responder a seguinte questão: Qual é novo olhar que surgiu em mim durante a Leitura Orante da Bíblia? Para finalizar fazer uma pequena oração de um Salmo ou um canto.
São Francisco de Assis ruminou muito tempo a Sagrada Escritura. Nós, como jufristas, somos convidados a praticar a Leitura Orante da Bíblia.

Frei Tiago Frey, OFM

Assistente Espiritual JUFRA-RS

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Experiência e visão de Jesus Cristo por Francisco de Assis!


A experiência (abordagem) que Francisco faz de Jesus Cristo é existencial e preponderantemente pratica. Quase desde o começo de sua busca de Deus como valor supremo e único de sua vida, o Santo de Assis encontra Jesus no rosto do leproso, no crucificado de São Damião, nas igrejas que ele visita cotidianamente e concentra sua existência no Evangelho (cf.RnB 1,1-6; RB 1,2; 12,5), compromisso que renova a sua decisão em sua última vontade. O rosto de Jesus que a princípio atrai mormente sua atenção é o de Jesus “sinótico”, que o convida a segui-lo em sua forma de vida de pobreza, abnegação e cruz.
Contudo, o trato assíduo com os textos litúrgicos e a leitura cotidiana e a meditação pessoal e comunitária da Palavra de Deus no curso dos anos levaram-no a fixar os olhos de forma cada vez mais intensa no Jesus “joânico”, concretamente sobre o Filho, a Palavra, o Revelador (cf. RmB 23,43-57; 2Fi 56-60; Ad 1; OP).
Por isso o santo de Assis expressa sua relação com Jesus Cristo, razão de seu viver, com uma notável riqueza de termos, de origem bíblica e litúrgica, que são normais e correntes na tradição e na vida da igreja de seu tempo. Ele se aproxima de Jesus na riqueza e complexidade de seu mistério, contemplando-o invocando-o e nomeando-o ao mesmo tempo a sua dimensão divina, “alta”, e em sua dimensão “baixa”, humana. Assim, Jesus Cristo é o verbo, o Filho do Pai, o Senhor e o Criador, o Unigênito do Pai, o Redentor, o Salvador divino; ao mesmo tempo, é também o verdadeiro homem de carne frágil, pobre, humilde, peregrino, hóspede, servo de Deus.
A referência de Francisco a Jesus Cristo, como se vê, abraça toda a sua realidade divina e humana, histórica e escatológica. Jesus Cristo é revivido em todos os seus mistérios, como escreve egregiamente Tomás de Celano (cf. 2 Cel 207). Contudo Francisco, por diversos motivos, mais principalmente por um carisma recebido do alto e por uma simples aproximação do dado evangélico, de fato se aproxima de Jesus Cristo e capta a sua realidade global na perspectiva do amor de Deus que se manifestou e doou, se mostra e se doa na modalidade da humildade, da pobreza, da minoridade e do serviço oblativo.
Nesta ótica de auto despojamento divino, apreende o significado do caminho inteiro percorrido e realizado por Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, desde sua descida do “alto” da divindade até o “baixo” da humildade de seu nascimento humano de seu esvaziamento total na paixão e morte de cruz e, finalmente, de sua presença cotidiana, escondida do mundo, na Eucaristia durante o tempo presente, modalidade de presença humilde e pobre que se transformará em manifestação e dom de amor na glória somente no final dos tempos (cf. Ad 1, 22; RnB 23,7).
Jesus Cristo mediador facilita a Francisco a passagem, o acesso a uma experiência peculiar que é a leitura do rosto de Deus e do homem. Porém Jesus como mediador pobre e humilde revela a Francisco a verdade do rosto humilde e pobre de Deus em seu revelar-se e doar-se com amor e sem reservas ao homem. Portanto a alma e a verdade da visão do homem que Francisco tem estão em sua original experiência de Jesus Cristo mediador e, em última instância, na experiência de Deus mesmo por meio do filho de Deus humanado.

Concluindo, o Santo de Assis vive o mistério e desenha a imagem de Jesus Cristo com grande riqueza de conteúdos. Para ele, Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Senhor, Filho de Deus altíssimo, ao mesmo tempo pobre, humilde, servo, crucificado, agora vivo na glória, mas presente entre os homens cada dia de forma humilde na palavra e no pedaço de pão eucarístico até o fim dos tempos. Cristo deve ser venerado e confessado como revelação do Pai ao homem, de seu amor puro e desnudado, sem condições nem falsidades, para que creiam que tal amor divino sem limites e por ele entregue e volte ao Pai com uma resposta de amor filial que não reserva nada para si, que abandona tudo e se entrega a ele sem reservas (cf. Ord 9-11).

Frei Aldevir Jandres
Assistente Espiritual - Regional Sul 3

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Carisma de Francisco está vivo!

        Hoje, diante da realidade na qual estamos inseridos, somos convidados a estar, em todos os momentos, embebidos do espírito franciscano, ou seja, do ideal e do carisma herdados de São Francisco de Assis. Quando se acredita neste ideal, de fraternidade, irmandade, humildade, minoridade, pobreza, obediência, etc., e se procura dar testemunho, nos encontramos com a possibilidade de darmos uma resposta fundamentada em Jesus Cristo.
Grande exemplo, encontramos no nosso, já admirável, Papa Francisco. Em tudo e em todos os momentos, ele está dando, através de seus gestos e atos, testemunho de vida inspirado no jeito do Santo de Assis. Diante de uma sociedade que está acostumada com toda uma pomposidade, seus gestos e atos estão fazendo toda a diferença. Francisco, com seu jeito simples, está transmitindo sua mensagem, passando a todos nós que estamos nos sentindo cativados: crianças, jovens, adultos, idosos, católicos, não católicos, etc.
Todo este jeito de ser mostra um humano que se alimenta da essência de Cristo. Quando se consegue fazer isto, podemos afirmar, é alguém que consegue entender e compreender o que se necessita, ou seja, de um grande equilíbrio para levar em frente toda esta herança que nos foi herdada, deixada por nossos fundadores.
Contudo, sempre precisamos ter presente o grande fundamento, aquele que é o principal em nossas vidas: Cristo. São Francisco procurou imitar, se aproximar o quanto possível, dos ensinamentos de nosso Senhor Jesus. E, a partir disso, buscando isso, criou seu próprio jeito de ser, ou, se assim podemos dizer, seu carisma de viver e testemunhar o Evangelho.  Francisco de Assis sempre procurou fazer com que nos seus seguidores se conservasse o carisma franciscano vivo, de seguir Jesus Cristo de uma forma pobre, casta e obediente.
O carisma franciscano tocou tão profundamente a vida das pessoas daquela época que perpassou oito séculos, e nos dias de hoje continua vivo nos corações de muitos “franciscanos”. Sempre se manteve atual com sua mensagem de acordo com as características de cada época.
Nos dias de hoje não podemos perder este carisma, pois se o perdermos isto vai nos fazer sofrer. Certamente sentiremos muito esta perda. Porém, quando percebemos jovens procurando descobrir com grande entusiasmo o carisma franciscano, isso nos faz acreditar e nos motiva a todos, “franciscanos de coração”, que sempre irá se renovar a alegria de seguidores de Jesus Cristo do jeito de São Francisco, nos lugares e atividades que nos ocupamos; e despertar a certeza de nos tornarmos ainda maiores por estarmos juntos, resgatando toda esta cadeia de valores e princípios evangélicos.
Frei Aldevir Jandres
Assistente Espiritual – Regional Sul 3

quinta-feira, 16 de maio de 2013

“VAI E RECONSTRÓI”

                                                                                                                                 Por Jamille M.W
                                                                     Subsecretária de Formação - Fraternidade Monte Alverne




“Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas,  porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?
(Isaías, 43: 18)

“Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”
(Apocalipse, 21: 4)

“O próprio Cristo era o único guia de Francisco em todo esse tempo. Em sua bondade, interveio mais uma vez com a suave influência de sua graça. Francisco saiu um dia da cidade para meditar. Ao passar pela Igreja de São Damião, que estava prestes a ruir de tão velha, sentiu-se atraído a entrar e rezar.
De joelhos diante do Crucificado, sentiu-se confortado imensamente em seu espírito e seus olhos se encheram de lágrimas ao contemplar a Cruz. Subitamente, ouviu uma voz que vinha da cruz e lhe falou por três vezes: ‘ Francisco, vai e restaura a minha casa. Vês que ela está em ruínas!’.
Francisco encontrava-se sozinho na Igreja e ficou amedrontado ao ouvir aquela voz, mas a força de sua mensagem penetrou profundamente em seu coração. Por fim, voltou a si e tratou de pôr em execução a ordem recebida. Concentrou todas as forças na restauração daquela Igreja material. Mas a Igreja a que a visão se referia era outra (...)”
(LM 2, 1)

Reconstruir: Construir de novo. Reedificar. Renovar.

            Em meio a uma crise espiritual, com o coração cheio de dúvidas e trevas, o jovem Francisco, ao entrar na Igrejinha de São Damião, se prostra diante daquele crucifixo. De forma extraordinária é tocado pela graça divina, transformando-se totalmente. Francisco recebe do crucificado a missão de reconstruir a Igreja e se empenha em reconstruir diversas igrejinhas materiais pela região, sem compreender inicialmente que a Igreja que precisava ser reconstruída era a de seu coração e de todos os homens, verdadeira casa do Senhor.
            Em nossa vida, muitas vezes nos encontramos angustiados, cheios de dúvidas. Olhamos ao nosso redor e não vemos para além de ruínas. Como é difícil entregar-se totalmente como fez Francisco, disposto inteiramente a ouvir a vontade de Deus, ao  perguntar: “Senhor, que quereis de mim?”. Essa entrega total e confiante exige de nós exercício diário. O mundo nos apresenta diversas vozes que nos convocam nesses momentos de dúvidas, vozes que muitas vezes nos distanciam, se colocando como ruídos que dificultam a nossa escuta à voz de Deus.
            Reconstruir é um processo difícil e doloroso. Primeiramente é necessária a desconstrução. Observar a nossa vida e refletir sobre aquilo que não cabe mais. Dar as últimas marretadas nessas paredes que já são empecilhos em nosso caminhar. Deixá-las pra trás. Nesses novos espaços é possível construir algo novo. Reconstruir aquilo que queremos que permaneça. O que nessas ruínas nos engrandece, nos edifica, nos fortalece?
            Cada um de nós, em sua singularidade, precisa perceber o que em sua vida precisa ser reconstruído. Como está a nossa relação com as pessoas? E nossa família? Como tem sido nossa presença no mundo, somos mais um ou temos feito a diferença? E nossa relação com Deus? Como tem sido nossa presença na fraternidade? Temos nos colocado a serviço? Temos reconhecido as necessidades de nossos irmãos?
           
Como jovens franciscanos, somos convidados a estarmos em um contínuo processo de reconstrução. Nunca nos pensarmos prontos, finalizados. É importante sempre estarmos nos reconstruindo, nos renovando, mais uma vez e mais outra. Nesse processo, nos coloquemos como Francisco diante de Deus, com todas as nossas dificuldades e limitações: “Ó glorioso Deus, Altíssimo, iluminai as trevas do meu coração. Concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito. Dai-me Senhor, o reto sentir e conhecer, a fim de que possa se cumprir o sagrado encargo que na verdade acabais de dar-me. Amém.”



QUESTÕES PARA A FRATERNIDADE:

- Fazer um momento de oração em que possa haver um encontro dos jovens com a Cruz de São Damião. A passagem de Francisco com o crucificado pode ser encenada. 
- Individualmente, cada jovem pode escrever em um papel uma reflexão sobre o que precisa ser reconstruído em sua vida.
- Em duplas, pensar a nível de fraternidade, o que precisamos nela reconstruir?
- Juntar as duplas e nos grupos maiores, discutir o que no mundo precisa ser reconstruído. Qual o nosso papel enquanto jufristas nessa reconstrução?


SUGESTÕES DE CANTOS:

A Igrejinha de São Damião
Download: http://www.4shared.com/mp3/UWvF6BWi/Marcus_Viana_-_A_Igrejinha_de_.html
Letra:

De cada riso e dor
De cada espinho e flor
Construo a casa do meu senhor
Com o que o mundo abandonou
De cada pedra do chão
Construo o templo do coração
A cada dia que vem
A cada dia que vai
Ergo em mim a casa de meu Pai.

Cidadão do mundo inteiro
Download: http://www.4shared.com/mp3/mZEAtpp_/Francisco_-_Cidado_do_mundo_in.html
Letra:

1.CIDADÃO DO MUNDO INTEIRO QUE SEGUINDO O CRISTO POBRE,
TE FIZESTE CAVALEIRO DENTRE TODOS O MAIS NOBRE!
VEM,FRANCISCO! VEM FRANCISCO, VEM RECONSTRÓI O QUE ESTÁ DECAÍDO!
VEM MÃE CLARA! VEM MÃE CLARA! VEM CONDUZIR OS TEUS FILHOS QUERIDOS.
2. QUE SERÁ PRUDENTE GUIA NA GLOBAL TRANSFORMAÇÃO
DE UM MUNDO QUE SE ESQUIVA DE ACEITAR A SALVAÇÃO?
3.O MILÊNIO NOVO AVANÇA ENTRE LUZES E TEMORES
FRANCISCANO É QUEM ALCANÇA CRIAR MUNDO EM NOVAS CORES.
4. RESPEITAR A ECOLOGIA E A JUSTIÇA PROCLAMAR.
VER NOS CÉUS TODA A BELEZA, PAZ E BEM! ANUNCIAR.
5. ESTE “HOMEM DO MILÊNIO” VENHA NOS ENCORAJAR:
VAMOS SER IRMÃOS DE TODOS E ESTE MUNDO TRANSFORMAR!
6. A MÃE CLARA TÃO HUMILDE VENHA A TODOS ENSINAR
CONTEMPLANDO O ESPELHO CRISTO A ALEGRIA VAI VOLTAR


                                                 SUGESTÕES DE VÍDEOS:

                                                         O encontro com o crucificado

Francisco restaura a Igreja de São Damião




terça-feira, 14 de maio de 2013

Textos formativos

Queridos Jufristas, Paz e Bem!!

É com muita alegria que a equipe de Formação do Regional, da qual fazem parte os formadores locais Jamille e Bernardo e eu, Ariana Baccin dos Santos - formadora regional, vem divulgar  que estará todo o mês publicando textos formativos aqui no blog. 

A ideia é que cada vez tenhamos mais subsídios para trabalhar a formação em nossas fraternidades. O blog nacional de formação, como já sabemos, disponibiliza toda semana textos novos, com ideias de formação para os encontros. Com isso, o regional irá fazer o mesmo, porém, mensalmente. 

Esperamos que todos aproveitem os textos e os utilizem de alguma forma em seus encontros. O texto formativo deste mês está maravilhoso, escrito pela Jamille, aguardem a publicação. 

Link blog Nacional de Formação: http://formacao-jufrabrasil.blogspot.com.br/

Grande abraço fraterno, 

Ariana. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Somos chamados a ser jovens “Franciscos” e “Franciscas” hoje!


Sempre quando falamos em jovem, logo nos vem em mente toda a alegria, energia, superação, dinamismo, vontade de mudar, de buscar o novo, de aprender, de crescer, e tanto mais, o que é característico dele; e de fato, podemos dizer, ainda hoje, em pleno século XXI, encontramos a verdade em tudo isto. Importante é termos a certeza: onde há jovem sempre exala movimento que nos ajuda a desacomodarmo-nos e a colocarmo-nos em missão. Ele nos desperta, nos desacomoda!
Em tempos onde tudo muda muito rápido precisamos ser rápidos também. Neste corre-corre da vida, não podemos negar, muitos valores significativos podem acabar ficando pelo caminho, e que, por um motivo qualquer, não conseguimos mais os encontrar. O mundo que vivemos hoje é, acreditamos, também da subjetividade e de, consequentemente, uma crise de  “morte de sonhos”; por não sabermos onde queremos chegar, muitas vezes, acabamos caindo dentro de nós mesmos. O poeta já dizia: “quem não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve”. Por isso, devemos todos, principalmente os jovens, sempre estarmos atentos!
Todo o jovem quer ver resultados, ter respostas em seus questionamentos. Portanto, o jovem tem sim, embora muitas vezes se diga o contrário, responsabilidade e muita capacidade de ajudar em nossas comunidades, em nossas paróquias, em nossa Igreja. Ou seja, ajudar nas pastorais, mostrando sua “cara” a toda a sociedade.
Numa visão cristã, o amor, que é próprio de Deus, é que gera a vida. Quem ama, aprendemos isso, sai de “casa”, não se fecha em si mesmo, partilha sua vida, suas experiências, com as outras pessoas. Exemplo disso é o próprio Jesus Cristo, Ele que veio para abrir o caminho da fraternidade, da humildade e da compreensão.
Neste sentido, todos nós, enquanto jovens franciscanos, enquanto família JUFRA, como “bons franciscanos” que desejamos ser, temos, além do desejo, o compromisso e o dever de cultivar e fazer com que outros jovens possam também fazer parte desta família. A JUFRA – Juventude Franciscana – é uma das portas que nos ajuda a refletir, a resgatar valores que estão dentro de cada um de nós; entre eles, a fraternidade, a humildade, a compreensão, os quais se não forem trabalhados podem acabar morrendo. São valores, atitudes, certamente, que vem a partir de uma boa experiência que fazemos, na partilha de vida nossa e de outrem, e a partir da qual toda a vida, nossa ou alheia, se transforma.
Portanto, o carisma franciscano é a oportunidade de deixar que o ideal franciscano enquanto JUFRA, de viver uma vida jovem de fraternidade, simplicidade, humildade, pobreza, partilha de vida, responsabilidade para com o outro e com tudo, possa cada vez mais se fazer presente na nossa vida, na vida de todos os jovens e na sociedade atual.
Para finalizarmos, lembramos do Papa Francisco, em especial da sua opção pelo nome escolhido: “(...) Logo depois, associando com os pobres, pensei em Francisco de Assis. Em seguida pensei nas guerras, (...) e Francisco é o homem da paz. E assim surgiu o nome no meu coração: Francisco de Assis. Para mim, é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação; neste tempo, também a nossa relação com a criação não é muito boa, pois não? [Francisco] é o homem que nos dá este espírito de paz (...).”
Ele, o Papa Francisco, já está “causando”, despertando na sociedade um retorno para o essencial, para o que realmente precisamos viver enquanto Igreja. Nós, “jufristas”, que já optamos por esta escolha, por, onde estamos inseridos, em nossas famílias, em nossos trabalhos, escolas, universidades, relações, sermos seguidores desse homem que até mesmo o Papa o teve bastante presente em seu início de Pontificado, mais do que nunca, temos um grande desafio pela frente. Sermos “Franciscos” e “Franciscas” hoje, evangelizarmos, principalmente os jovens, vivermos os reais valores evangélico-franciscanos. Coragem!

Frei Aldevir Jandres ( OFMCap )
Assistente Espiritual - Regional SUL 3 - JUFRA

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

JUVENTUDE E SANTIDADE

Precisa-se de Santos - Banda Vox Dei

 Ser santos em um mundo que nos puxa para o sentido inverso. Eis o grande desafio da juventude.
O quê? Eu, jovem, ser santo?? Hoje em dia é loucura!!!

De fato irmãos e irmãs, é a essa loucura que somos convidados:


Santificai-vos, e sede santos, porque eu sou o Senhor, vosso Deus” (Levítico 20,7).


Mas o que é esperado de nós, jovens? Deixarmos tudo que temos e fazemos para ser como os santos de antigamente? Como ser santo em um mundo com valores cada vez mais superficiais e contraditórios?

O papa João Paulo II ajuda nós jovens a reconhecermos como podemos colocar em prática essa nossa missão, a da santidade:

“Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade,ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.

Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos” (Papa João Paulo II)

É isso mesmo irmãos e irmãs, somos convidados a viver essa santidade e a vivê-la radicalmente, tal como Francisco e Clara e tantos outros santos viveram em seus tempos. Mas vivê-la em nossos ambientes, na nossa fraternidade, escola, faculdade, trabalho, com nossos amigos, nossa família, nosso namorado ou namorada. Podemos ser santos que usam jeans, a internet, gostam de música e de diversão.


“Queremos ser uma presença consciente, desafiadora, na realidade onde vivemos, captando nela os anseios e busca de libertação, para sermos agentes na construção de uma nova sociedade. O mundo cabe a nós salvá-lo ou perdemo-nos com ele. (...) Esta é a vida que nós Jovens da JUFRA, apesar de nossa fragilidade queremos viver.” (Manifesto da Juventude Franciscana).